Miguel de Unamuno perguntou: a Verdade é para ser compreendida ou vivida?

Anos depois, José Ortega y Gasset respondeu: para ser compreendida com a vida.

E assim nascia a razão vital, conceito fundamental da filosofia orteguiana e que significa uma superação do dualismo realismo/idealismo. Ao invés de recorrer a um dos dois sistemas existentes para explicar a atividade cognoscente – seus limites, características e possibilidades – o autor das Meditações do Quixote criou um novo sistema filosófico; nele, todo abstracionismo dava lugar ao sentimento vital. Experiente era quem “pensava com os pés” e mundo era tudo aquilo que fazia parte da minha vida.

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A luta contra o nada

Semana passada coloquei meus dois filhos em frente ao computador para que assistissem a um filme que fez parte da minha infância – e da de muitos, tenho certeza: História sem fim, de 1984, baseado no livro homônimo de Michael Ende. Ainda que os efeitos visuais e sonoros, a produção e a direção de arte, possam estar muito aquém daquilo com que as crianças de hoje estão habituadas, nos filmes e desenhos animados de alta tecnologia que acompanham, não foi surpresa para mim que ambos fossem absorvidos pelo narrativa apresentada. O mais novo, especialmente, assistiu duas vezes seguidas à aventura de Atreyu e Bastian.

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