Miguel de Unamuno perguntou: a Verdade é para ser compreendida ou vivida?

Anos depois, José Ortega y Gasset respondeu: para ser compreendida com a vida.

E assim nascia a razão vital, conceito fundamental da filosofia orteguiana e que significa uma superação do dualismo realismo/idealismo. Ao invés de recorrer a um dos dois sistemas existentes para explicar a atividade cognoscente – seus limites, características e possibilidades – o autor das Meditações do Quixote criou um novo sistema filosófico; nele, todo abstracionismo dava lugar ao sentimento vital. Experiente era quem “pensava com os pés” e mundo era tudo aquilo que fazia parte da minha vida.

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Das glórias da paternidade

Esses dias fui com uma amiga a um evento promovido pela Real Associação de Lisboa. Era o lançamento da nova edição de Razões reais, de Mário Saraiva (um clássico entre os monarquistas ibéricos). Estava entre os convidados de honra o Sr. Jaime Saraiva, filho do falecido intelectual a quem o encontro visava homenagear. Foi-lhe concedida a palavra para que falasse do próprio pai, numa espécie de biografia sentimental que eu e tantos outros ali presentes tivemos a alegria de ouvir. Desta experiência retiro o tema do texto de hoje, que não tem relação direta com monarquia, sistemas políticos ou coisas do gênero: é sobre a marca que deixamos uns nos outros e, mais especificamente, a que pais deixam em seus filhos.

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