Miguel de Unamuno perguntou: a Verdade é para ser compreendida ou vivida?

Anos depois, José Ortega y Gasset respondeu: para ser compreendida com a vida.

E assim nascia a razão vital, conceito fundamental da filosofia orteguiana e que significa uma superação do dualismo realismo/idealismo. Ao invés de recorrer a um dos dois sistemas existentes para explicar a atividade cognoscente – seus limites, características e possibilidades – o autor das Meditações do Quixote criou um novo sistema filosófico; nele, todo abstracionismo dava lugar ao sentimento vital. Experiente era quem “pensava com os pés” e mundo era tudo aquilo que fazia parte da minha vida.

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Deus nos livre da eloquência

Algo da religiosidade humana tem me provocado algumas questões pontuais ultimamente. Uma delas é esta: qual é a medida ponderada, harmônica, da repetição das palavras dirigidas a Deus? Quando nos dispomos a chamar o Seu nome, falar em Sua realidade e manifestações no tempo, culpar, responsabilizar ou perdoar em Seu lugar, atravessamos ou não uma linha imaginária do sentido, aquela que garantiria que cada uma dessas palavras sagradas fossem proferidas ainda sincera e reverencialmente? Dito de outra maneira: até que ponto podemos ir no uso do nome de Deus e de suas supostas ações antes que desrespeitemos o segundo mandamento e tudo se torne vão?

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