Miguel de Unamuno perguntou: a Verdade é para ser compreendida ou vivida?

Anos depois, José Ortega y Gasset respondeu: para ser compreendida com a vida.

E assim nascia a razão vital, conceito fundamental da filosofia orteguiana e que significa uma superação do dualismo realismo/idealismo. Ao invés de recorrer a um dos dois sistemas existentes para explicar a atividade cognoscente – seus limites, características e possibilidades – o autor das Meditações do Quixote criou um novo sistema filosófico; nele, todo abstracionismo dava lugar ao sentimento vital. Experiente era quem “pensava com os pés” e mundo era tudo aquilo que fazia parte da minha vida.

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A grande maioria é vulgar e desimportante

Verdade seja dita: não somos todos especiais, a não ser para nossas respectivas mães e outro punhado de gente que nos queira bem. Dizendo de outra forma: a grande maioria das pessoas não é importante, nem tem elevadíssimas qualidades que a destacariam da multidão anônima dos viventes.

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