Miguel de Unamuno perguntou: a Verdade é para ser compreendida ou vivida?

Anos depois, José Ortega y Gasset respondeu: para ser compreendida com a vida.

E assim nascia a razão vital, conceito fundamental da filosofia orteguiana e que significa uma superação do dualismo realismo/idealismo. Ao invés de recorrer a um dos dois sistemas existentes para explicar a atividade cognoscente – seus limites, características e possibilidades – o autor das Meditações do Quixote criou um novo sistema filosófico; nele, todo abstracionismo dava lugar ao sentimento vital. Experiente era quem “pensava com os pés” e mundo era tudo aquilo que fazia parte da minha vida.

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Provincianos unidos!

Há dois tipos de provincianismo: o de espaço e o de tempo. O primeiro faz com que o grupo ou sociedade julgue-se central geograficamente, ainda que periférico; toma sua pequena realidade espacial como um reino de começo e fim, mas sem fronteiras: nada existe para além do seu mundinho. Contra esta diminuta visão, viagens, livros, comércio, diálogo, estrangeirismo – todo tipo de ação que o faça transbordar, rompendo os limites do que julgava concebível.

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